domingo, 15 de setembro de 2013

A verdadeira vida está na morte

Esta semana quero compartilhar um pequeno texto do Leandro Ferraz, um dos obreiros que moram e atuam no CPP aqui em Monte Mor. Ele tem 27 anos, é casado com a Flávia (26 anos) e após 3 anos de casados e uma vida baseada no consumismo, receberam o chamado do Senhor para uma vida de simplicidade e, radicalmente, foram participar da Missão "Afrika wa Yesu", junto com a Susana Walker, durante o ano de 2012. Lá, ele atuou na área de construção civil em projetos sociais e ela no projeto "Casa Esperança", onde auxiliou na formação de professores e na alfabetização de muitas crianças. Atualmente, residem na Chácara Peniel e fazem parte da equipe de monitoria do CPP. Este ano, o Leandro já participou de uma missão no Haiti, também na área de construção civil, edificando pequenas igrejas, e logo irá novamente para lá, enquanto a Flávia tem se dedicado ao cuidado e ensino de crianças que moram na chácara - filhos de alunos do CPP; além da formação de pessoas para atuar no trabalho com crianças, onde tenho uma pequena participação. Enfim, é um casal muito querido que tem edificado minha vida na busca por conhecer a Deus.
 
 
"A verdadeira vida está na morte, o centro da vontade de Deus não é o fim, mas sim um ponto inicial para um profundo relacionamento com a eternidade, Deus."
Por Leandro Ferraz
Chamados para morrer no Senhor.
Uma visão: Imagine-se em um bosque, e no centro desse bosque tem um lago. O bosque é um lugar agradável e o lago é o centro da vontade de Deus. Essa visão nos mostrará três tipos de cristãos: o espectador, o superficial e o ativista.
O primeiro é o espectador, ele está debaixo da sombra de uma árvore olhando seus irmãos superficiais nadando no lago, ou seja, pessoas se relacionando com Deus.
O segundo é o superficial, que está nadando consciente que esse lago é Deus e que aquele lugar é o centro da vontade dEle, mas ainda não entendeu que Deus é muito mais profundo do que ele tem nadado. Logo, ele não avança em nada no que se refere ao Reino de Deus. E para piorar fica sempre julgando o irmão espectador.
O espectador que vive debaixo da confortável sombra da árvore, reproduz tudo o que vê e ouve dos irmãos superficiais, afinal tudo o que eles fazem está em um nível tão superficial que dá para ver e ouvir. Isso proporciona para o espectador o título de “cristão”, afinal ele fala com ousadia tudo o que ele vê e ouve.
O terceiro é o ativista, sendo ele muitas vezes tão criativo, constrói um trampolim na beira do lago. Muito interessante, pois ao saltar do trampolim ele tem vários sentimentos ao mesmo tempo, alegria, medo, adrenalina, etc. E também devido à altura que o trampolim o eleva, o ativista consegue em seguida alcançar uma profundidade considerável em Deus.
Mas essa profundidade não é o fim. Logo ele retorna à margem e começa a pensar em outro tipo de salto. Por exemplo, um novo estilo de evangelismo, campanhas, etc. E para piorar a situação, começa a julgar os irmãos superficiais porque eles nunca saem do mesmo lugar, e quando isso acontece ele perde de foco toda a experiência única e particular que obteve no último salto. Então ele sai do lago, ou seja, do centro da vontade de Deus, sem perceber e vai se preparar para mais um salto. Afinal, nele não está mais claro o que Deus falou e pediu, ou possivelmente, nunca esteve. Ele alcançou profundidade, mas não captou verdadeiramente a vontade de Deus e assim, saiu cheio de sentimentos e emoções que o levaram a julgar os seus irmãos superficiais. Após julgar, ele se prepara novamente para saltar, pois deseja ter novamente os sentimentos que o salto proporciona, mas ainda não entendeu que o salto é apenas um meio para se lançar profundamente no Senhor.
O verdadeiro cristão muitas vezes passa por todas essas experiências antes de ser verdadeiro. Ele vive a experiência de ser o espectador, de ser o nadador superficial e até mesmo o de ser ativista, mas Deus não nos chama para vivermos essa vida. Deus nos chama para morrermos afogados n’Ele, logo nos tornamos verdadeiros quando entendemos e aceitamos o chamado para conhecermos Ele eternamente, sem jamais sair da vontade Dele.


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