Esta semana quero compartilhar um pequeno texto do Leandro Ferraz, um dos obreiros que moram e atuam no CPP aqui em Monte Mor. Ele tem 27 anos, é casado com a Flávia (26 anos) e após 3 anos de casados e uma vida baseada no consumismo, receberam o chamado do Senhor para uma vida de simplicidade e, radicalmente, foram participar da Missão "Afrika wa Yesu", junto com a Susana Walker, durante o ano de 2012. Lá, ele atuou na área de construção civil em projetos sociais e ela no projeto "Casa Esperança", onde auxiliou na formação de professores e na alfabetização de muitas crianças. Atualmente, residem na Chácara Peniel e fazem parte da equipe de monitoria do CPP. Este ano, o Leandro já participou de uma missão no Haiti, também na área de construção civil, edificando pequenas igrejas, e logo irá novamente para lá, enquanto a Flávia tem se dedicado ao cuidado e ensino de crianças que moram na chácara - filhos de alunos do CPP; além da formação de pessoas para atuar no trabalho com crianças, onde tenho uma pequena participação. Enfim, é um casal muito querido que tem edificado minha vida na busca por conhecer a Deus.
"A verdadeira vida está na morte, o centro da vontade de Deus não é o fim, mas sim
um ponto inicial para um profundo relacionamento com a eternidade, Deus."
Por Leandro Ferraz
Chamados para morrer no Senhor.
Uma visão: Imagine-se em um bosque, e no centro desse bosque tem um
lago. O bosque é um lugar agradável e o lago é o centro da vontade de Deus.
Essa visão nos mostrará três tipos de cristãos: o espectador, o superficial e o
ativista.
O primeiro é o espectador, ele está
debaixo da sombra de uma árvore olhando seus irmãos superficiais nadando no
lago, ou seja, pessoas se relacionando com Deus.
O segundo é o superficial, que está nadando consciente que esse
lago é Deus e que aquele lugar é o centro da vontade dEle, mas ainda não
entendeu que Deus é muito mais profundo do que ele tem nadado. Logo, ele não
avança em nada no que se refere ao Reino de Deus. E para piorar fica sempre
julgando o irmão espectador.
O
espectador que vive debaixo da confortável sombra da árvore, reproduz tudo o
que vê e ouve dos irmãos superficiais, afinal tudo o que eles fazem está em um
nível tão superficial que dá para ver e ouvir. Isso proporciona para o
espectador o título de “cristão”, afinal ele fala com ousadia tudo o que ele vê
e ouve.
O terceiro
é o ativista, sendo ele muitas vezes tão criativo, constrói um trampolim na
beira do lago. Muito interessante, pois ao saltar do trampolim ele tem vários
sentimentos ao mesmo tempo, alegria, medo, adrenalina, etc. E também devido à
altura que o trampolim o eleva, o ativista consegue em seguida alcançar uma profundidade
considerável em Deus.
Mas essa profundidade não é o fim. Logo ele
retorna à margem e começa a pensar em outro tipo de salto. Por exemplo, um novo
estilo de evangelismo, campanhas, etc. E para piorar a situação, começa a julgar
os irmãos superficiais porque eles nunca saem do mesmo lugar, e quando isso
acontece ele perde de foco toda a experiência única e particular que obteve no
último salto. Então ele sai do lago, ou seja, do centro da vontade de Deus, sem
perceber e vai se preparar para mais um salto. Afinal, nele não está mais claro
o que Deus falou e pediu, ou possivelmente, nunca esteve. Ele alcançou
profundidade, mas não captou verdadeiramente a vontade de Deus e assim, saiu
cheio de sentimentos e emoções que o levaram a julgar os seus irmãos
superficiais. Após julgar, ele se prepara novamente para saltar, pois deseja ter
novamente os sentimentos que o salto proporciona, mas ainda não entendeu que o
salto é apenas um meio para se lançar profundamente no Senhor.
O
verdadeiro cristão muitas vezes passa por todas essas experiências antes de ser
verdadeiro. Ele vive a experiência de ser o espectador, de ser o nadador
superficial e até mesmo o de ser ativista, mas Deus não nos chama para vivermos
essa vida. Deus nos chama para morrermos
afogados n’Ele, logo nos tornamos verdadeiros quando entendemos e aceitamos o
chamado para conhecermos Ele eternamente, sem jamais sair da vontade Dele.
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