domingo, 20 de outubro de 2013

Sobre como evangelizamos

   Neste último final de semana, do dia das crianças (12 de outubro), tive mais um grande aprendizado aqui em Monte Mor. Durante minha jornada com Cristo, já participei de várias situações de evangelismo, tanto as mais pessoais quanto as que chamamos de "impacto evangelístico" e sempre ouvi que, qualquer que fosse a situação, tínhamos que chegar no 'clichê' de "falar de Jesus" e promover o famoso apelo - aceita Jesus no seu coração? - como uma receita infalível para 'ganhar almas para Jesus'. E, assim que ouvíssemos o "sim" da pessoa evangelizada, poderíamos ir embora que o resto Deus fazia, sem preocupação alguma de dar continuidade do relacionamento com as pessoas abordadas.

   Com certeza, muitos de nós - evangélicos de carteirinha - já nos envolvemos com situações assim! E com o objetivo de cumprir o "IDE e pregai o Evangelho...", seguimos as receitas mais utilizadas pelo meio 'evangeliquês' como se fossem as únicas formas e as mais eficazes de alcançar todas as Nações. Claro a Palavra de Deus não volta vazia, mas pensando em todas as receitas que já aprendi, tenho refletido no quando nossas "boas ideias" podem, nem sempre, ser tão boas assim; pois uma coisa já é fato: nossas palavras e abordagens evangelísticas não colam mais e a explicação mais razoável é que elas não condizem com a nossa expressão de vida no Evangelho. 

   Pense comigo: como Jesus fazia? Ou melhor: o que Ele NÃO fazia?

  1. Jesus nunca chegou se apresentando como evangélico e, muito menos, como membro de uma denominação ao abordar as pessoas, pois seu objetivo nunca foi levar ninguém para sua Igreja para que ela crescesse mais que a dos outros e provasse para o mundo que naquela Igreja é que havia a doutrina certa;
  2. Ele nunca se preocupou com um 'script' a ser seguido, onde primeiramente deveria se falar disso e depois daquilo;
  3. Nunca se preocupou em fazer teatrinhos ou deu abraços grátis para que as pessoas lhe dessem atenção, nem precisou cuspir fogo ou dar cambalhotas - nem com as crianças;
  4. Não entregou Bíblias nem folhetos;
  5. Não carregou cartazes ou fez passeatas.
Enfim, poderia elencar muitas outras coisas que Jesus não precisou fazer para proclamar a vinda do Reino de Deus e seu juízo sobre a Terra. Nem mesmo na vida dos apóstolos vemos 'estratégias de evangelismo' sendo feitas para fisgar alma alguma. E por que fazemos tantos projetos, apelos, campanhas e trabalhos com estratégias tão humanas? 

   A resposta é simples: porque não temos o mesmo Evangelho sendo pregado hoje pois o verdadeiro Evangelho, quando pregado, não precisa de teatros ou máscaras brancas para seduzir ninguém. O verdadeiro Evangelho não precisa de enfeites nem marketing! Por si só, o verdadeiro Evangelho traz o resultado de vidas transformadas, pois quando pregado impacta as pessoas de tal forma que não há outra reação senão o arrependimento e a mudança de vida.

   Qual Evangelho temos pregado? Por que precisamos tanto de estratégias hoje para convencer as pessoas?

   Convido você a se debruçar nas Escrituras e retomar a leitura dos Evangelhos com um olhar de análise ao que Jesus fazia e, em seguida, observar as pregações do livro de Atos e que tire um tempo de reflexão ao que temos feito hoje e por que nossos resultados são tão fracos.

  Queremos o Reino de Deus na Terra? Então, deixemos de lado nossas 'boas ideias' e nos voltemos ao propósito real da pregação deste Evangelho do Reino!

Nenhum comentário:

Postar um comentário