domingo, 11 de agosto de 2013

Por que devemos pensar corretamente a respeito de Deus?

O que vem à nossa mente quando pensamos em Deus? Como essa ideia foi formada em nós? Está correta? E se não estiver correta, qual é o problema?

Neste 1º semestre, durante uma das aulas de “Doutrinas da Graça”, ministrada pelo Angelo Bazzo, tive uma das maiores crises da minha vida cristã ao me deparar com esses questionamentos. Enquanto eu ainda reagia à vertigem que me causou, ele nos expôs um pouco do que A.W. Tozer diz em seu livro “Mais perto de Deus” (hoje não mais comercializado, infelizmente!), onde o autor aponta que “o que vem à nossa mente quando pensamos em Deus é a coisa mais importante no que diz respeito à nossa própria pessoa”, ou seja, idealizamos um Deus conforme nossas maiores virtudes, moldando-O como um igual, já que as referências mais próximas que temos são humanas. E ainda, diz Tozer que “um Deus gerado às sombras de um coração decaído não poderá ser a imagem real do Deus Verdadeiro”.

Diante disso e em meio à outra crise vertiginosa, me perguntei: Afinal, será que conheço Deus? Será que esse Deus que foi gerado em meus pensamentos é o Deus de Israel, o Deus da Bíblia? Por que, afinal, eu deveria pensar corretamente a respeito de Deus?

Após a leitura do livro e muitos dias refletindo durante o período de devocional que temos em nossa rotina no CPP, compreendi que o pensamento que temos sobre Deus determina diretamente: nossa conduta; nossa adoração; nossa visão de mundo; nosso relacionamento com Deus; nossa expressão de Deus para o mundo. Mas, o que mais me impactou em meio a essa crise, foi compreender que uma imagem errada de Deus tem um nome: IDOLATRIA. Sobre isso, diz Tozer: “Entre os pecados para os quais se inclina o coração humano, nenhum é mais odioso do que a idolatria; pois no fundo, a idolatria difama o caráter divino. O coração idólatra entende Deus de maneira diferente do que Ele realmente é – isto, em si, já constitui pecado horrendo – e substitui o Deus Verdadeiro por um deus feito à sua imagem. Este deus sempre se conformará com a imagem daquele que o concebe e será falso ou puro, cruel ou benigno, conforme a condição moral da mente da qual emerge”. 

Vemos, em toda a Escritura, o quanto O Senhor abomina os atos de idolatria! Na carta de Paulo aos Romanos, há uma grande advertência em relação a isto:
“Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.”  (Rm 1.28-23 NVI)

Creio ser isto algo que todos nós precisamos refletir com muito temor para não corrermos o risco de sermos achados idólatras pelo Deus de Israel. Portanto, não espero que minha fome e sede por conhecer a esse Deus cessem ou diminuam, mas que eu anseie cada vez mais, desesperadamente, por conhecê-lO!

Desejo que você também faça uma autoanálise sobre seus pensamentos a respeito de Deus e busque, diariamente, por uma revelação verdadeira sobre quem Ele é. A referência para isto nos está disponível – a Bíblia. Leia e ore ao Senhor para que, em cada texto, seu entendimento por Ele seja verdadeiro. 

2 comentários:

  1. Tati, me perguntei: Em todo VT e mesmo no NT, quantas vezes Deus (ou Jesus) se relaciona com as pessoas dentro de uma igreja, de um templo? Quantas vezes é dito que Deus habita em templos feitos por mãos humanas? Ou seja: nossa visão de Deus (e nosso relacionamento com Ele) precisa ser 24/7, em todos os lugares e situações. A igreja tem mais a ver com comunidade do que com divindade.

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    1. Então, Jean, na verdade a Igreja tem mais a ver com a manifestação do Corpo de Cristo do que com um simples "lugar". Portanto, entendo que não há como nos relacionar com Deus fora desse Corpo.

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