O
que vem à nossa mente quando pensamos em Deus? Como essa ideia foi formada em
nós? Está correta? E se não estiver correta, qual é o problema?
Neste
1º semestre, durante uma das aulas de “Doutrinas da Graça”, ministrada pelo
Angelo Bazzo, tive uma das maiores crises da minha vida cristã ao me deparar
com esses questionamentos. Enquanto eu ainda reagia à vertigem que me causou,
ele nos expôs um pouco do que A.W. Tozer diz em seu livro “Mais perto de Deus” (hoje
não mais comercializado, infelizmente!), onde o autor aponta que “o que vem à nossa mente quando pensamos em
Deus é a coisa mais importante no que diz respeito à nossa própria pessoa”,
ou seja, idealizamos um Deus conforme nossas maiores virtudes, moldando-O como
um igual, já que as referências mais próximas que temos são humanas. E ainda,
diz Tozer que “um Deus gerado às sombras
de um coração decaído não poderá ser a imagem real do Deus Verdadeiro”.
Diante
disso e em meio à outra crise vertiginosa, me perguntei: Afinal, será que
conheço Deus? Será que esse Deus que foi gerado em meus pensamentos é o Deus de
Israel, o Deus da Bíblia? Por que, afinal, eu deveria pensar corretamente a
respeito de Deus?
Após
a leitura do livro e muitos dias refletindo durante o período de devocional que
temos em nossa rotina no CPP, compreendi que o pensamento que temos sobre Deus
determina diretamente: nossa conduta; nossa adoração; nossa visão de mundo;
nosso relacionamento com Deus; nossa expressão de Deus para o mundo. Mas, o que
mais me impactou em meio a essa crise, foi compreender que uma imagem errada de
Deus tem um nome: IDOLATRIA. Sobre isso, diz Tozer: “Entre os pecados para os quais se inclina o coração humano, nenhum é
mais odioso do que a idolatria; pois no fundo, a idolatria difama o caráter
divino. O coração idólatra entende Deus de maneira diferente do que Ele realmente
é – isto, em si, já constitui pecado horrendo – e substitui o Deus Verdadeiro
por um deus feito à sua imagem. Este deus sempre se conformará com a imagem
daquele que o concebe e será falso ou puro, cruel ou benigno, conforme a
condição moral da mente da qual emerge”.
Vemos,
em toda a Escritura, o quanto O Senhor abomina os atos de idolatria! Na carta
de Paulo aos Romanos, há uma grande advertência em relação a isto:
“Portanto,
a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens
que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é
manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do
mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina,
têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de
forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o
glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos
tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se
sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens
feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes
e répteis.” (Rm 1.28-23 NVI)
Creio
ser isto algo que todos nós precisamos refletir com muito temor para não
corrermos o risco de sermos achados idólatras pelo Deus de Israel. Portanto,
não espero que minha fome e sede por conhecer a esse Deus cessem ou diminuam,
mas que eu anseie cada vez mais, desesperadamente, por conhecê-lO!
Desejo
que você também faça uma autoanálise sobre seus pensamentos a respeito de Deus
e busque, diariamente, por uma revelação verdadeira sobre quem Ele é. A
referência para isto nos está disponível – a Bíblia. Leia e ore ao Senhor para
que, em cada texto, seu entendimento por Ele seja verdadeiro.
Tati, me perguntei: Em todo VT e mesmo no NT, quantas vezes Deus (ou Jesus) se relaciona com as pessoas dentro de uma igreja, de um templo? Quantas vezes é dito que Deus habita em templos feitos por mãos humanas? Ou seja: nossa visão de Deus (e nosso relacionamento com Ele) precisa ser 24/7, em todos os lugares e situações. A igreja tem mais a ver com comunidade do que com divindade.
ResponderExcluirEntão, Jean, na verdade a Igreja tem mais a ver com a manifestação do Corpo de Cristo do que com um simples "lugar". Portanto, entendo que não há como nos relacionar com Deus fora desse Corpo.
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